Ameríndios na construção do Brasil moderno: tensões e interconexões em sociedades de encontro. O papel da mulher brasílica

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Maria Leonor García da Cruz

Resumo

Para a explicação da construção do Brasil moderno impõe-se considerar sociedades nativas e europeias em diálogo e interconexão. Desde a descoberta do território pelos portuguesas que se possuem testemunhos sobre os ameríndios, visões que vão ganhando novas formas com os processos faseados de colonização e de cristianização. Estratégias de domínio político e de catolização, expansão do povoamento e objectivos de exploração económica, concretizam-se necessariamente com o concurso dos naturais. A historiografia tem acentuado os costumes e a organização de diferentes tribos de ameríndios, assim como o processo de domínio pelos europeus da mão-de obra indígena e o papel sobretudo de Jesuítas na missionação. Neste artigo procuramos uma revisão actualizada e sobretudo complementar da interconexão das sociedades, o concurso dos ameríndios e dos mamelucos para o desenvolvimento demográfico de uma sociedade mestiça, as novas construções familiares, o papel da mulher, as tensões sobre aquisição e exploração de mão-de-obra indígena, os objectivos e limites das normas europeias, a demarcação e transposição de fronteiras culturais, fenómenos que contribuíram para a construção do Brasil moderno

Detalhes do artigo

Como Citar
García da Cruz, M. L. (2026). Ameríndios na construção do Brasil moderno: tensões e interconexões em sociedades de encontro. O papel da mulher brasílica. Revista Dos Puntas, 17(31), 36–50. Recuperado de https://ojs.unsj.edu.ar/index.php/rdp/article/view/1567
Seção
Dossier

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