Sobre a Revista

Memorias Disidentes. Revista de Estudos Críticos do Patrimônio, Arquivos e Memórias.

Editores Responsáveis

Carina Jofré, Cristóbal Gnecco, Mario Rufer

Memórias Dissidentes. A Revista de estudos críticos de patrimônio, arquivos e memórias está abocada na publicação de conteúdos relacionados aos estudos críticos de patrimônio, arquivos e memórias, e temas relacionados no âmbito das Ciências Sociais e Humanas, onde se admitem e promovem os conhecimentos indisciplinados e práticas rebeldes. A revista é uma publicação on-line de acesso gratuito com qualidade acadêmica, científica e artística-criativa, possui um regime de publicação semestral (com os números ao ano). Originalmente foi lançado em dezembro de 2023, e atualmente publicou seus números em setembro e março.

Nascido como projeto da Rede de Informação e Discussão em Arqueologia e Patrimônio (RIDAP) é uma publicação registrada na Argentina com ISSN 3008-7716. Atualmente, a instituição responsável é o Instituto de Investigações Socioeconômicas (IISE) da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Nacional de San Juan e recebe apoios e avaliações das seguintes universidades:

Universidad del Cauca(Colombia), UAM Xochimilco – Universidad Autónoma Metropolitana Unidad Xochimilco (México) https://www.xoc.uam.mx/ y  Universidad Nacional de Catamarca (Argentina)

 

Histórico da revista

O projeto editorial da *Memorias Disidentes*. A *Revista de Estudios Críticos del Patrimonio, Archivos y Memorias* surgiu entre 2020 e 2022 no âmbito da RIDAP (Rede de Informação e Discussão em Arqueologia e Patrimônio), um coletivo de análise crítica integrado por pesquisadores(as), ativistas, indígenas, integrantes de organizações e movimentos sociais e grupos de trabalho interessados ​​em desconstruir os imaginários modernos que moldam a relação entre patrimônio, cultura, identidade, memória e territórios.

A revista foi lançada em dezembro de 2023, hospedada na plataforma OJS da Universidade Nacional de San Juan, com o apoio de outras três universidades situadas na Argentina, na Colômbia e no México. A periodicidade manteve-se semestral, com números publicados inicialmente nos períodos de dezembro/janeiro e junho/julho. A partir de setembro de 2026, o cronograma semestral de publicação foi alterado (setembro/março). Desde o início, a revista publica contribuições originais em formatos de dossiês temáticos e chamadas de trabalhos com temas livres, organizados em quatro seções: Editoriais, Artigos Acadêmicos, Linguagens Instituintes e Resenhas. Em 2025, a revista inaugurou uma seção de Artigos Livres. Até o momento, a revista publicou seis números de forma ininterrupta:

 

Rastros y murmullos. Plantas y animales en memorias disonantes Vol. 3 Núm. 6 (2026)

Artesanías. Arte sensible desde los márgenes Vol. 3 Núm. 5 (2026)

Ancestros/as, cuerpos-territorios y memorias. Debates y reflexiones sobre restitución, repatriación, regreso y re-entierro de ancestros/as Vol. 2 Núm. 4 (2025)

Archivos inasibles, cuerpos disidentes, patrimonios esquivos y territorios arrasados Vol. 2 Núm. 3 (2025)

Pedestales Vacíos. Memorias disidentes: monumentos intervenidos, iconoclasias y disputas por lo público en América Latina Vol. 1 Núm. 2 (2024)

Dossier Feminismos y Extractivismos. Número Lanzamiento Vol. 1 Núm. 1 (2023)

 

Declaração de privacidade

Esta revista utiliza o sistema LOCKSS para criar um arquivo distribuído entre as bibliotecas participantes do sistema universitário nacional argentino, permitindo a criação de arquivos permanentes da revista para fins de preservação e restauração. O IDECOM da UNSJ (https://www.idecom.unsj.edu.ar/quienes-somos/) realiza o suporte técnico e o backup quinzenal dos arquivos da revista hospedados no site OJS da UNSJ. Além disso, a revista arquiva os produtos finais em formato PDF no Repositório RIDAP (https://www.ridap.org/). A revista permite o autoarquivamento dos artigos em todos os seus formatos (manuscrito, *preprint* e *postprint*) em repositórios digitais institucionais ou de qualquer outro tipo.

 

Foco e escopo da Revista

As narrativas patrimoniais na América Latina acompanham uma série extensa de políticas que utilizam um vocabulário variado sobre o resgate, a conservação, a valorização e a socialização do patrimônio. Essas narrativas foram codificadas em linguagens disciplinares com notável legitimidade: antropologia, arqueologia, história e sociologia, entre outras, participam do espectro patrimonial com tons diversos. A proposta editorial da revista parte da necessidade de questionar a aparente neutralidade dessas narrativas e propõe o campo patrimonial como o que Michel Foucault chamou de "poliedro da inteligibilidade": não como um conceito óbvio, mas como um problema que exige desvendar os eixos de conhecimento, poder, autoridade e diferenciação que suas linguagens possibilitam. Por que os poderes estabelecidos demonstraram tanto interesse em narrativas de patrimônio nas últimas décadas? Quais são as possíveis relações entre o campo do patrimônio e a economia política do mundo contemporâneo? Como as linguagens patrimoniais (visuais, sonoras, disciplinares, artísticas, poéticas e corporais) participam de forma tensa e muitas vezes contraditória na formação de nossas modernidades vernáculas? Como as abordagens disruptivas do feminismo ajudam a reimaginar corpos, sujeitos, formas de extração e acumulação no campo do patrimônio?

O patrimônio é geralmente proposto, pelos poderes do Estado ou por agências culturais nacionais e transnacionais, como um campo de consolidação identitária que estabiliza o valor semiótico do “comum” em classificações como objetos culturais tangíveis, cultura material, expressões intangíveis, etc. Como podemos abordar este campo se consideramos a relação entre patrimônio, arquivo e memória, e esta última como uma oportunidade de romper com as linguagens estabilizadoras da história? Como podemos fazer isso se propomos o “valor do comum” como um campo de disputa constituído pela carência, pela desigualdade, pela violência colonial que se perpetua e pelas exclusões que se reencenam?

Nesta época parece necessário destrinchar a trama que vincula a fixação e consolidação de patrimônios instituídos com processos extrativistas e de acumulação constante, bem como com figuras e linguagens de resistência, recomposição da memória e oportunidades de pensamentos constituintes e insurgentes. Esse ato de desvendar nos confronta com desafios notáveis ​​em termos de linguagem, método e construção teórica: eles exigem imaginações de montagem (em vez de narrativas lineares que se misturam às políticas estatais), linguagens críticas da colonialidade moderna, metodologias inclusivas que questionem extrativismos epistêmicos, bem como a formulação de questões abertas e a construção de objetos tradicionalmente considerados ilegítimos para a pesquisa acadêmica.

Por isso, a revista propõe consolidar duas linguagens centrais: uma que compõe a "Seção Acadêmica", na qual pretendemos discutir algumas das questões aqui levantadas a partir do formato de artigos de pesquisa, e a "Seção de linguagens constituintes", onde são convidadas contribuições curtas com outras mídias visuais e sonoras, poemas, ensaios e o espectro das sensibilidades artísticas em geral para abordar a partir de suas matrizes narrativas os eixos que cada número propõe. Uma terça seção convida a resenhas de livros, teses e eventos.

Eixos temáticos

  • Património e memórias: tensões, iluminações, dissonâncias
  • Extrativismos contemporâneos: territórios de pilhagem e linguagens de sobrevivência
  • Feminismos e campo patrimonial: corpos, violência, dissidência.
  • Ontologias vernáculas: natureza, cultura(s) e críticas às dissecações modernas
  • Patrimônio, territorialidade, paisagens: entre turistificação, reserva e extração.
  • Patrimônio cultural e significado: murmúrio social e histórias silenciadas.
  • Patrimônio e complexo expositivo: museus, exposições e disputas modernas/coloniais.
  • Desenhos globais e narrativas situadas: heranças entre a “humanidade” e a “comunidade”.
  • Patrimônio e colonialidade: vestígios modernos entre a ruína e a ruína.
  • Metodologias críticas: extração, horizontalidade, colaboração e coautoria.
  • Patrimônio, Estado, comunidades: regulamentações, restituições, rituais e formas de gestão.
  • As linguagens do patrimônio: disciplinas, narrativas indisciplinadas e poder.
  • Arquivo e arquivamento: línguas, mídia, autoridade.

 

Sistema de avaliação por pares da Revista Memorias Disidentes

Responsabilidades dos revisores


Avaliar de maneira objetiva e propositiva os textos que aceitar.
Elaborar um parecer explícito com base no conhecimento que possui sobre o tema. A argumentação deve ser clara, evitando o uso excessivo de adjetivos ao descrever o conteúdo.


Avaliar o trabalho em um prazo igual ou inferior a 20 dias para não comprometer o fluxo editorial nem prejudicar os autores; caso contrário, informar a revista em tempo hábil.
Não divulgar nem utilizar o conteúdo do trabalho enviado, que tem caráter confidencial até ser publicado.
Informar aos editores caso identifique práticas de plágio ou uso de IA em desacordo com as recomendações da revista (ver: Política editorial e linguística | Memorias disidentes. Revista de estudios críticos del patrimonio, archivos y memorias).

 

Instâncias de avaliação de contribuições: Seção Acadêmica e Artigos Livres


Estas contribuições passarão por dois tipos de avaliação: primeiramente, uma avaliação interna do Conselho Editorial, na qual se determinará a pertinência da submissão. Os editores reservam-se o direito de rejeitar as contribuições enviadas caso não atendam aos requisitos mínimos de qualidade, excedam a extensão máxima estabelecida para cada categoria, não apresentem resultados inéditos de pesquisas ou em situações de conflito ético (ex.: casos de contribuições rejeitadas anteriormente em outras instâncias de avaliação por pares e comissões científico-acadêmicas, ou que tenham sido objeto de denúncias). A decisão dos editores será definitiva e não caberá recurso.

Se o artigo passar com êxito pela etapa de revisão interna, são selecionados pelo menos dois (2) avaliadores externos para examinar o manuscrito pelo sistema de avaliação duplo-cega (revisor anônimo / autor anônimo). Esses avaliadores serão especialistas na área temática do artigo, recomendados pelos editores responsáveis ​​com o auxílio do Conselho Executivo e do Conselho Consultivo Internacional da revista.


Após receberem os pareceres dos avaliadores externos, os editores responsáveis ​​consolidam as avaliações, que serão posteriormente encaminhadas aos autores por meio de comunicações da Secretaria Executiva da revista.


Caso a contribuição seja aceita pelos avaliadores externos, os autores dispõem de até 20 dias para realizar as correções necessárias. Decorrido esse prazo sem o recebimento de resposta ou justificativa para o atraso, o artigo será considerado retirado.


Após o envio da versão revisada pelos autores, os editores responsáveis ​​verificarão se as alterações solicitadas pelos avaliadores foram realizadas, podendo solicitar novas mudanças nesta etapa.


Uma vez obtida a versão com as modificações solicitadas no processo de avaliação, o artigo passará para a etapa de revisão de estilo, sendo novamente submetido a correções e observações pela Equipe de Revisão de Estilo da revista, sob a coordenação dos editores responsáveis. As revisões de estilo serão encaminhadas aos autores, sugerindo-se ajustes às normas e ao manual de estilo da revista, a serem realizados em um prazo não superior a 20 dias. Decorrido esse prazo sem o recebimento de resposta ou justificativa para o atraso, o artigo será considerado retirado.


Por fim, obtida a versão final, proceder-se-á ao envio do artigo para a diagramação das provas finais. Nesta etapa, também são necessárias aprovações e verificações de eventuais lacunas ou erros persistentes na versão final antes de sua publicação. Essa fase é supervisionada pela equipe de design da revista e pelos editores responsáveis.
Em casos específicos, caso os autores solicitem, um artigo pode ser retirado do fluxo de trabalho de uma edição; nessa situação, a solicitação deve ser encaminhada à Secretaria Executiva da revista pelo e-mail oficial memodisidente@gmail.com.

 

Instâncias de avaliação de contribuições: Seção de Linguagens Instituintes e Resenhas


Estas contribuições passarão por dois tipos de avaliação: primeiramente, uma avaliação interna do Conselho Editorial, na qual se determinará a pertinência do envio. Os editores reservam-se o direito de rejeitar as contribuições enviadas caso não atendam aos requisitos mínimos de qualidade, excedam a extensão máxima estabelecida para cada categoria, não apresentem resultados inéditos de pesquisas ou em situações de conflito ético (ex.: casos de contribuições rejeitadas anteriormente por outras instâncias de avaliação por pares e comissões científico-acadêmicas ou que tenham sido objeto de denúncias). A decisão dos editores será definitiva e não caberá recurso.


Caso a contribuição seja aprovada na etapa de revisão interna, passará então por uma avaliação em Sistema Aberto (revisor anônimo / autor público). Para isso, serão selecionados pelo menos dois (2) avaliadores externos; um deles poderá integrar os conselhos da revista, desde que sua competência e expertise na área de conhecimento ou temática justifiquem tal participação. A distribuição dessas avaliações ficará a cargo do Editor da Seção, e os pareceres serão analisados ​​em conjunto com os editores responsáveis ​​pela edição. Nesses casos, a avaliação não se restringe ao aspecto formal, mas contempla critérios estéticos, artísticos e criativos que exigem um sistema de avaliação adequado a cada caso e aos objetivos das seções.


Após o recebimento dos pareceres dos avaliadores externos, os editores responsáveis ​​consolidam as avaliações, que serão posteriormente encaminhadas aos autores por meio de comunicados da Secretaria Executiva da revista.


Caso a contribuição seja aceita pelos avaliadores externos, os autores dispõem de até 20 dias para realizar as correções e modificações necessárias. Decorrido esse prazo sem que se tenha recebido resposta ou justificativa para o atraso, o artigo será considerado retirado.
Após o envio da versão revisada pelo(s) autor(es), os editores responsáveis ​​verificarão se as alterações solicitadas pelos avaliadores foram realizadas, podendo solicitar novas mudanças nesta etapa.


Uma vez obtida a versão com as modificações solicitadas no processo de avaliação, o artigo passará para a etapa de revisão de estilo, na qual será novamente submetido a correções e observações por parte da Equipe de Revisão de Estilo da revista e sob a coordenação dos editores responsáveis. As revisões de estilo serão encaminhadas ao(s) autor(es), sugerindo-se ajustes às normas e ao manual de estilo da revista, a serem realizados em um prazo não superior a 20 dias. Decorrido esse prazo sem que se tenha recebido resposta ou justificativa para o atraso, o artigo será considerado retirado.


Por fim, obtida a versão final, proceder-se-á ao envio do artigo para diagramação. Nesta etapa, também são necessárias aprovações e verificações de eventuais falhas ou erros persistentes na versão final. Esta etapa é supervisionada pela Equipe de Design da revista e pelos editores responsáveis.


Em casos específicos, caso os autores assim solicitem, uma contribuição pode ser retirada do fluxo de trabalho de uma edição; nesse caso, a solicitação deve ser encaminhada à Secretaria Executiva da Revista por meio do e-mail oficial memodisidente@gmail.com.

 

Parâmetros gerais para a avaliação externa:

A Revista Memorias Disidentes solicita que os avaliadores do sistema de duplo-cego respondam, no mínimo, às seguintes perguntas:

O trabalho é uma contribuição original e relevante para o tema específico que analisa?
Como você avalia a redação e a estrutura do artigo?
Qual é a sua apreciação sobre a metodologia e as fontes utilizadas no artigo?
Qual é a qualidade e a adequação das referências bibliográficas?
Você tem comentários para os editores? (sim/não). Detalhe sua resposta.

As recomendações podem ser as seguintes:

Aceitá-lo sem solicitar qualquer tipo de alteração ou fazer sugestões.
Aceitá-lo sem alterações substanciais. Recomenda-se levar em conta algumas sugestões listadas nos pontos anteriores. Não serão necessárias futuras avaliações externas do artigo.
Aceitá-lo condicionalmente; o trabalho deverá ser revisado de acordo com as sugestões feitas. A supervisão de tais alterações ficará a cargo do Conselho Editorial.
Aceitá-lo condicionalmente; o trabalho deverá ser revisado de acordo com as sugestões feitas. A avaliação de tais alterações ficará a cargo do avaliador.
Rejeitado. Neste caso, é necessário explicitar de forma clara e fundamentada as razões da rejeição.

Com base nisso, a revista considerará para aceitação apenas os manuscritos que obtiverem qualquer uma das combinações resultantes das categorias 1 a 4. Caso existam divergências de critérios entre os pares avaliadores, será realizada uma nova rodada de revisão, incorporando novos revisores que permitam dirimir a questão sobre a qualidade editorial e acadêmica do referido manuscrito. Em todos os casos, a decisão final caberá aos Editores Responsáveis ​​pela Revista e aos Editores responsáveis ​​pela edição, sendo a decisão deles definitiva.

 

Conflitos de interesse

Os avaliadores deverão:

- Informar caso não estejam qualificados para avaliar a temática do trabalho, ou caso a sua avaliação represente um conflito de interesse ou exista alguma razão fundamentada para não publicar o manuscrito.

- Recusar a avaliação caso pertençam à mesma instituição (instituto, departamento, unidade) de quem envia o original. Caso essa condição não se justifique, deverão apresentar a devida fundamentação.

- Recusar a avaliação caso tenham atuado anteriormente ou atuem atualmente como orientadores de tese do(s) autor(es), ou sejam atualmente orientadores de bolsista de quem envia o original.

 

Sobre a criação de usuários

Por questões de segurança, a possibilidade de criar um novo usuário no repositório OJS UNSJ está temporariamente desativada.

Para CRIAR UM NOVO USUÁRIO, é necessário enviar um e-mail para o endereço oficial da revista (memodisidente@gmail.com) solicitando a criação da conta e informando os seguintes dados:

Nome completo

País, vínculo institucional ou organização

Dados do ORCID, caso possua (caso contrário, recomenda-se criar um)

E-mail de contato

Função (se Autor(a), Avaliador(a) ou Leitor(a))

Em até 24 horas, você receberá uma resposta da Secretaria Executiva da revista com os dados de usuário e senha.

Nota: se você já possui usuário e está com problemas para acessar o site, entre em contato conosco pelo e-mail memodisidente@gmail.com para que possamos redefinir seu usuário e senha.