Las posvidas de un ganado criollo: memoria y patrimonio multiespecie en el sur de Brasil
Palabras clave:
raza crioula lageana, memoria multiespecie, patrimonio multiespecie, BrasilResumen
El artículo investiga las posvidas del ganado de la raza crioula lageana en el sur de Brasil y propone pensar la memoria como una persistencia relacional multiespecie y no como una mera narrativa humana sobre los animales. Con base en una etnografía interdisciplinaria y multisituada, realizada conjuntamente por una antropóloga y una etóloga, describimos cómo la posvida del ganado se materializa, entre otros dispositivos, en el trabajo artístico que transforma cráneos de vacas y toros en piezas que prolongan presencias y responsabilidades. A partir de este caso proponemos articular memoria y patrimonio multiespecie como una herramienta analítica y política para comprender lo que se pierde cuando las razas locales se vuelven inviables, incluso cuando su material genético es preservado ex situ. Sostenemos que la memoria y el patrimonio no pueden reducirse a narrativas humanas, recursos genéticos o tradiciones congeladas, sino que remiten a colectivos en transformación compuestos por territorios, saberes, paisajes y condiciones institucionales que hacen posible la continuidad de mundos compartidos.
Citas
Arruda Filho, José Maria (1964). Coisas do passado. S/E.
Assunção, Fernando (1963). El gaucho. Imprensa Nacional.
Bell, Stephen (1998). Campanha Gaúcha: a Brazilian ranching system, 1850-1920. Stanford University Press.
Bispo, Antônio. 2023. A terra dá, a terra quer. Ubu Editora.
Bonifacio, Valentina (2023). Of feral and obedient cows: colonization as domestication in the Paraguayan Chaco. Cultural Anthropology, 38(1): 8-35. https://doi.org/10.14506/ca38.1.02
Brasil. 2008. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Portaria nº 1.048, de 31 de outubro de 2008. Reconhece a raça de bovinos denominada Crioula Lageana e a sua Variedade Mocha.
Bruxel, Arnaldo Pe (1960). O gado na antiga Banda Oriental do Uruguai (Primeira Parte). História, 4(13), 5-97.
Bruxel, Arnaldo Pe (1961). O gado na antiga Banda Oriental do Uruguai (Parte II, Cap. 5 e 6). Pesquisas - História, 5(14), 117-208.
Camana, Ângela; Luz David, Marília; Ribeiro Duarte (2026). Editorial - Agronegócio, Ciência e Tecnologia. Sociologias, [S. l.], v. 28, n. 65, p. e151868. https://doi.org/10.1590/1807-0337/e151868
Cardiel, José; González, Silvestre (1968). Las vaquerías del mar. Enciclopedia 5 Uruguaya. Impresora Uruguaya Colombino S.A.
Cavalcanti, Maria Laura Viveiros de Castro (2019). A proteção Legal do Patrimônio Cultural Imaterial no Brasil. In Tomaso, Isabela; Gonçalves, Renata de Sá; Vassallo, Simone (Coord.), A antropologia na esfera pública: patrimônios culturais e museus (pp. 48-80). Editora Imprensa Universitária.
Denis, Bernard; Eglin, Jean-Emmanuel (2013). Les races locales d’animaux domestiques: un élément peu connu du patrimoine. Ethnozootechnie, 94, 13-16. https://www.pronatura-france. fr/ view=article&id=222:les-races-locales-d-animaux-domestiques&catid=65
Digard, Jean-Pierre (2005). La biodiversité domestique, une composante méconnue et négligée de la biodiversité animale. Ethnozootechnie, 94, 02-13.
Domingues, Octávio (1961). O gado nos trópicos. Instituto de Zootecnia.
Duarte, Jairo Roberto (2020). Origem dos bovinos ibéricos. In Martins, Vera Maria Villamil (ed.). Crioulo Lageano: as qualidades de um rústico. Autografia (ebook).
Ferdinand, Malcolm (2022). Uma ecologia decolonial: pensar a partir do mundo caribenho. Ubu Editora.
Fonseca, María Cecília Londres (2000). Referências culturais: base para novas políticas de patrimônio. En Manual de aplicação do INRC (pp. 111-120). Departamento de Documentação e Identificação. MinC/Iphan.
Fonseca, María Cecília Londres (2001). Patrimônio imaterial. Revista Tempo Brasileiro, 147, 69-78.
Freitas, Décio (1980). O capitalismo pastoril. Escola Supeior de Teologia São Lourenço de Brindes.
Gonçalves, José Reginaldo Santos (2007). Entre o cosmético e o caótico: patrimônio, cultura e identidade no Brasil contemporâneo. In Lima Filho, Manuel Ferreira; Eckert, Cornelia; Beltrão, Jane (Coord.), Antropologia e patrimônio cultural: diálogos e desafios contemporâneos (pp. 235-254). ABA.
Haraway, Donna (2008). When Species Meet. University of Minnesota Press.
Isler, Ronald. (2023). Tras las huellas del ganado en la provincia de Corrientes: de las Misiones Jesuíticas
de Guaraníes a nuestros días. Editorial de la Universidad Nacional del Nordeste EUDENE.
Jaeger, Luiz Gonzaga Pe (1943). História da introdução do gado no Rio Grande do Sul - Cristóvão de Mendoza ou Manuel Gonçalves Ribeiro? Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, II trimestre, 217-250.
Kirksey, Eben; Helmreich, Stefan (2010). The emergence of multispecies ethnography. Cultural Anthropology, 25(4), 545–576. https://doi.org/10.1111/j.1548-1360.2010.01069.x
Leal, Natacha Simei (2016). Nome aos bois: zebus e zebuzeiros em uma pecuária brasileira de elite. Hucitec.
Mariante, Arthur; Cavalcante, Neusa (2000). Animals of discovery: domestic breeds in the history of Brazil. Embrapa.
Martins, Vera Maria Villamil (2009). Raça Crioula Lageana: o esteio do ontem, o labor do hoje e a oportunidade do amanhã. ABCCL.
Martins, Vera Maria Villamil; Martins, Edison (2020). Conversar para conservar. In Martins, Vera Maria Villamil (Coord.). Crioulo Lageano: as qualidades de um rústico. Autografia (ebook).
Medrado, Joana (2016). A “guerra contra o zebu”: notas sobre o animal que dividiu as elites pecuaristas brasileiras. RURIS, 9(2), 270-302. https://doi.org/10.53000/rr.v9i2.2306
Morand, Serge (2020). L’homme, la faune sauvage et la peste: la colère d’un écologie de combat. Fayard.
Oliveira, Sebastião Francisco (1996). Aurorescer das sesmarias serranas: história e genealogia. Edições EST.
Planchenault, Dominique (1999). La biodiversité dans les espèces domestiques. Bulletin de l’Académie Vétérinaire de France, 152(4), 413-418.
Planchenault, Dominique; Avon, Laurent; Charvolin, Éléonore (2005). Les moyens de conservation de la diversité génétique des races: entre conservation in situ et conservation ex situ. Ethnozootechnie, 76, 111-120.
Pompeia, Caio (2021). Formação política do agronegócio. Editora Elefante.
Porto, Aurélio (1952). História do gado no Brasil (1500-1800). Originais Inéditos. Revista do Museu Júlio de Castilho e Arquivo Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, 1(1), 436-480.
Porto, Aurélio (1954). História das Missões Orientais do Uruguai (Primeira Parte). Livraria Selbach.
Primo, Armando Teixeira (2004). América: conquista e colonização. Movimento.
Rapchan, Eliane; Neves, Walter (2017). Ser ou não ser: poderia um chimpanzé fazer a pergunta de Hamlet?. Horizontes Antropológicos, 23(48), 303-333. https://journals.openedition.org/horizontes/1662
Rech, Alessandra (2025). O gado Franqueiro do Rio Grande do Sul: cartografia afetiva. Editora São Miguel.
Schuch, Cristiane Fortkamp (2024). Patas de boi nos rastros da conservação: tecnologia e preservação dos campos no desenvolvimento da genética bovina catarinense. [Tesis doctoral]. Programa de Pós Graduação em História. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina.
Segata, Jean; Caetano Sordi; Juliara Borges Segata y Bernardo Lewgoy (2021). Ungesunde ökologien, prekäre arbeit und pandemie in der globalisierten fleischindustrie im Süden Brasiliens. PERIPHERIE – Politik, Ökonomie, Kultur, 164 (3), 386-404. https://doi.org/10.3224/peripherie.v41i4.02
Segata, Jean (2024a, 12-15 Julio). La carne del Pampa: el agronegocio y las transformaciones del paisaje bovino en los campos del sur de Brasil [Presentación de la ponencia]. Latin American Studies Association -LASA Congress 2024. https://lasaweb.org/pt/lasa2024/
Segata, Jean (2024b, November, 11-15). The Pampa Beef: new cow-formation in Southern Brazil [Presentation de la ponencia]. World Anthropological Union - WAU Congress, Johannesburg. https://waucongress.org/2024/
Segata, Jean (2025a). O gado Franqueiro, um patrimônio multiespécie. In Constantin, André; Herrera, André (Ed.), Aparados da Serra: diálogos da paisagem (pp. 44-50). Instituto Vento.
Segata, Jean (2025b). Governar com o gado na Era Digital: genética, algoritmos e futuros pecuários. Revista Contrapontos, 25(1), 241-249. https://periodicos.univali.br/index.php/rc/article/view/21799
Slatta, Richard W. (1992). Gauchos and the Vanishing Frontier. University of Nebraska Press.
Tamaso, Izabela María; Lima Filho, Manuel Ferreira (Coord.) (2012). Antropologia e Patrimônio Cultural: trajetórias e conceitos. Associação Brasileira de Antropologia.
Tsing, Anna Lowenhaupt (2015). The mushroom at the end of the world: on the possibility of life in capitalist ruins. Princeton University Press.
van Dooren, Thom (2016). Flight ways: life and loss at the edge of extinction. Columbia University Press.
van Dooren, Thom; Chrulew, Matthew; Oakey, Marion; Widin, Sally; Rooke, Daniel (2025.) Animal cultures at the edge of extinction. Theory, Culture & Society, 42(2): 3-23. https://doi. org/10.1177/02632764241280346
Wallace, Rob (2016). Big farms make big flu: dispatches on Influenza, agribusiness, and the nature of science. Monthly Review Press.
Wallace, Rob (2021). In Dead epidemiologists: on the origins of COVID-19. Monthly Review Press
Leyes consultadas
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Brasil (2008). Portaria nº 1.048, de 31 de outubro de 2008. Reconhece a raça de bovinos denominada Crioula Lageana e a sua Variedade Mocha. https://www.normasbrasil.com.br/norma/portaria-1048-2008_210128.html
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Jean Segata, María Cristina Yunes

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-CompartirIgual 4.0.

-
Lxs autorxs conservan los derechos de autxr y ceden a la revista el derecho a la primera publicación del trabajo, registrada con la licencia de atribución Creative Commons, que permite a terceros utilizar lo publicado siempre que mencionen la autoría del trabajo y la primera publicación en esta revista.
-
Lxs autorxs pueden realizar otros acuerdos contractuales independientes y adicionales para la distribución no exclusiva de la versión del artículo publicado en esta revista (por ejemplo, incluirlo en un repositorio institucional) siempre que indiquen claramente que el trabajo se publicó por primera vez en esta revista.
-
Lxs autorxs otorgan a cualquier tercero el derecho a compartir y utilizar el artículo (sin fines comerciales), siempre que se identifiquen lxs autorxs originalxs y la cita de la versión publicada en esta revista.



