Depois do fogo: memória, território e mundos em restauraçao na Patagȏnia argentina

Autores

  • Mariel Bleger Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (CONICET), Universidade Nacional de Río Negro (UNRN), Instituto de Pesquisas em Diversidade Cultural e Processos de Mudança (IIDyPCa) https://orcid.org/0000-0001-7397-8358
  • Ayelén Fiori Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (CONICET), Universidade Nacional da Patagônia San Juan Bosco (UNPSJB), Instituto Multidisciplinar para a Pesquisa e o Desenvolvimento Produtivo e Social da Bacia do Golfo San Jorge (IIDEPyS) https://orcid.org/0000-0001-7397-8358

Palavras-chave:

incêndios florestais, memória, território, relacionalidades

Resumo

Este artigo analisa os recentes incêndios florestais na Patagônia argentina a partir de uma perspectiva antropológica centrada nos trabalhos de memória. Longe de abordar o fogo como um evento puramente catastrófico ou excepcional o compreendemos como um fato desarticulador que reconfigura as relações sociais, territoriais e mais que humanas. A partir da análise de entrevistas, mídia local e registros etnográficos examinamos como as memórias afetadas emergem como práticas situadas que produzem território e habilitam processos restaurativos. O trabalho atenta para os processos cotidianos e persistentes que o fogo desorganiza e reativa, alterando as tramas sensíveis que sustentam a vida. A análise revela que as narrativas em torno dos incêndios florestais disputam sentidos de legitimidade, cuidado e justiça, sustentando que a memória é fundamental para refazer mundos mais vivíveis em paisagens devastadas.

Biografia do Autor

Mariel Bleger, Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (CONICET), Universidade Nacional de Río Negro (UNRN), Instituto de Pesquisas em Diversidade Cultural e Processos de Mudança (IIDyPCa)

É professora do ensino fundamental e doutora em Antropologia Social pela Universidade de Buenos Aires, Faculdade de Filosofia e Letras (UBA). Possui diploma em Gênero e Movimentos Sociais pela UBA. Atua como bolsista de pós-doutorado do Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas (CONICET), vinculada ao Instituto de Investigações em Diversidade Cultural e Processos de Mudança (Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas – Universidade Nacional de Río Negro). É docente do curso de graduação em Educação Física da Universidade Nacional del Comahue. Integra o Grupo de Estudos sobre Memórias Alterizadas e Subordinadas (GEMAS). Suas linhas de pesquisa concentram-se em conflitos territoriais e questões relacionadas a gênero, infância e trabalhos de memória empreendidos pelo povo Mapuche e Mapuche-Tehuelche na região andina (Patagônia Argentina).

Ayelén Fiori, Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (CONICET), Universidade Nacional da Patagônia San Juan Bosco (UNPSJB), Instituto Multidisciplinar para a Pesquisa e o Desenvolvimento Produtivo e Social da Bacia do Golfo San Jorge (IIDEPyS)

É doutora em Antropologia Social pela Universidade de Buenos Aires (UBA), mestre em Estudos Socioterritoriais pela Universidade Nacional da Patagônia San Juan Bosco (UNPSJB) e professora de ensino médio e superior em Ciências Antropológicas pela Universidade de Buenos Aires (UBA). Atua como bolsista de pós-doutorado do Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas (CONICET), vinculada ao Instituto Multidisciplinar para a Pesquisa e o Desenvolvimento Produtivo e Social da Bacia do Golfo San Jorge (IIDEPyS), da Universidade Nacional da Patagônia San Juan Bosco (UNPSJB). É docente nos cursos de Licenciatura em Ciências da Educação da UNPSJB e de Licenciatura em Enfermagem da Universidade de Chubut. Integra o Grupo de Estudos sobre Memórias Alterizadas e Subordinadas (GEMAS). Suas linhas de trabalho concentram-se nas relações políticas, históricas e afetivas em contextos de espoliação e memória coletiva, particularmente com comunidades mapuche-tehuelche do noroeste da província de Chubut (Patagônia Argentina).

Referências

Basso, Keith (1996). Wisdom sits in places: Landscape and language among the Western Apache. University of New Mexico Press.

Benjamin, Walter (2008). Tesis sobre la historia y otros fragmentos. Itaca/Universidad Autóno¬ma de la Ciudad de México.

Blaser, Mario (2013). Ontological conflicts and the stories of peoples in spite of Europe: Toward a conversation on political ontology. Current Anthropology, 54(5), 547–568. https:// doi.org/10.1086/672270

Blaser, Mario (2019). Reflexiones sobre la ontología política de los conflictos medioam¬bientales. En .Séminaire 2018-2019. Perspectives comparatives sur les derechos des peuples autochtones, (pp. 3-11). IIAC-LAIOS.

Bleger, Mariel (2023). Atravesar el viento blanco: recuperar territorio en clave femenina (Historias de desujeción de mujeres mapuche). [Tesis de Doctorado no publicada]. Universi¬dad de Buenos Aires.

Briones, Claudia (2014). Navegando creativamente los mares del disenso para hacer otros compromisos epistemológicos y ontológicos. Cuadernos de Antropología Social, 40, 15–32. https://doi.org/10.34096/cas.i40.1278

Briones, Claudia (2020). Conflictividades interculturales: Demandas indígenas como crisis fructífe¬ras. Bielefeld University Press. https://doi.org/10.14361/9783839448922

Butler, Judith (2020). The force of nonviolence: An ethico-political bind. Verso.

Castillo, Edilia J., Leal, Carolina O., y Muñoz, César (2025). La interfaz urbano-forestal como tierra de nadie en la construcción del riesgo de incendio forestal en ciudades costeras chile¬nas. Urbano, 28(52), 52-63. https://doi.org/10.22320/07183607.2025.28.52.04

Connerton, Paul (2008). Seven types of forgetting. Memory Studies, 1(1), 59–71. https://doi.org/10.1177/1750698007083889

Cosgrove, Denis (1998). Social formation and symbolic landscape. University of Wisconsin Press.

de la Cadena, Marisol (2020). Uncommoning nature: Stories from the Anthropo-not-seen. En Marisol de la Cadena & Mario Blaser (Eds.), A world of many worlds (pp. 35–62). Duke Uni¬versity Press.

de la Cadena, Marisol.; Risør, Helen y Feldman, Joseph (2018). Aperturas onto-epistémicas: conversaciones con Marisol de la Cadena. Antípoda. Revista de Antropología y Arqueología, 32, 159 177.https://doi.org/10.7440/antipoda32.2018.08

Delrio, Walter; Escolar, Diego; Lenton, Diana y Malvestitti, Marisa (2018). En el país de nomeacuerdo. Archivos y memorias del genocidio del Estado argentino sobre los pueblos originarios, 1870-1950. Editorial UNRN. http://www.doi.org/10.4000/books.eunrn.1254

Di Giminiani, Piergiorgio y Fonck, Martin (2015). El paisaje como proceso de vida: experiencias de domesticación del bosque en el sur de Chile. Revista de Geografía Norte Grande, (61), 7-24. http://dx.doi.org/10.4067/S0718-34022015000200002

Dwyer, Leslie (2009). A Politics of Silences: Violence, Memory, and Treacherous Speech in Post-1965 Bali. En Alexander Hinto y Kevin O'Neill (Eds.) Genocide: Truth, Memory, and Representation (pp. 113-146). Duke University Press.

Escolar, Diego; Vezub, Julio y Salomón Tarquini, Claudia (2015). La campaña del Desierto (1870-1890): notas para una crítica historiográfica. En Federico Lorenz, Guerras de la Historia Argentina (pp 223-247), Paidós.

Fiori, Ayelen (2021). Memoria y territorio: transformaciones socioterritoriales en Boquete Nahuelpan luego del desalojo de 1937. [Tesis de Maestría en Estudios Socioterritoriales no publicada]. Universidad Nacional de la Patagonia San Juan Bosco.

Fiori, Ayelen (2023). “Las luchas que heredamos”: Una etnografía sobre la reconstrucción de memorias en Boquete Nahuelpan (Chubut). [Tesis de Doctorado no publicada]. Universidad de Buenos Aires.

Fiori, Ayelen y Bleger, Mariel (2020). Memorias que inauguran discusiones políticas: resistances mapuche en la provincia de Chubut. Quid 16, 14, 42-60. https://publicaciones.sociales.uba.ar/index.php/quid16/article/view/5344

Geertz, Clifford (1983). Local knowledge: Further essays in interpretive anthropology. Basic Books.

Gordillo, Gastón (2015). Rubble: The afterlife of destruction. Duke University Press.

Kohn, Eduardo (2002). Natural engagements and ecological aesthetics among the Ávila Runa of Amazonian Ecuador. Cultural Anthropology, 17(4), 468–495. https://multimedia20stg.blob.core.windows.net/publicaciones/Kohndissertation2002.pdf

Lobba Araujo, Juan M. (2023). Responsabilidades frente al riesgo de incendios de interfase y su prevención en la Comarca Andina del Paralelo 42, Patagonia Argentina. Geográfica Digital, 20(39), 87-104. https://doi.org/10.48162/rev.40.028

Lobba Araujo, Juan M., y Tozzini, María A. (2021). El fuego como lenguaje de contienda: un análisis situado entre los marcos normativos y los prejuicios culturales. En José Luis Lanata y Claudia Briones (eds,) Demandas y Políticas Interculturales en la Patagonia Norte: Experiencias situadas de investigación (pp. 145-172). Editorial UNRN. https://doi.org/10.34096/cas. i56.11452

Massey, Doreen (2005). For Space. SAGE Publications.

Oliver-Smith, Anthony (1996). Anthropological research on hazards and disasters. Annual Review of Anthropology, 25, 303–328. https://doi.org/10.1146/annurev.anthro.25.1.303

Pavez, Jorge (2022). El bosque de las sombras: monocultivo, incendios y soberanía mapuche en el Wallmapu. Ocho Libros Editores.

Povinelli, Elizabeth (1995). Do Rocks Listen? The Cultural Politics of Apprehending Australian Aboriginal Labor. American Anthropologist, 97(3), 505-518. https://www.jstor.org/stable/683270

Quirós, Julieta (2021). ¿Para qué sirve unx antropólogx? La intervención antropológica y sus relaciones con la investigación. Universidad Nacional de Córdoba. https://museoantropologia.unc.edu.ar/wpcontent/uploads/sites/16/2021/04/QUIROS_Para_que_sirve_unx_antropologx-fin.pdf

Ramos, Ana (2017). Un mundo en restauración: relaciones entre ontología y política entre los mapuche. Avá Revista de Antropología, 29, 131-154. https://ojs.ava.unam.edu.ar/index.php/files/article/view/383

Ramos, Ana (2020). La memoria enactiva, las alianzas y la intolerancia política. En Ricardo Verdum y Ana Ramos (eds.), Memórias, Violências e Investigação Colaborativa: Contribuições teóricas, metodológicas e ético-políticas ao fazer etnográfico. E-papers http://rid.unrn.edu.ar/handle/20.500.12049/11723

Ribeiro, Djamila (2017). O que é Lugar de Fala? Editora Letramento.

Rodríguez, Mariela (2019). “Etnografía Adjetivada ¿Antídoto contra la subalternización?”. En Leticia Katzer y Horacio Chiavazza (Eds.), Perspectivas etnográficas contemporáneas en Argentina (pp. 274-332). Instituto de Arqueología y Etnología, Universidad Nacional de Cuyo.

Rosa, Hartmut (2016). Resonanz: Eine Soziologie der Weltbeziehung. Suhrkamp.

Santos-Granero, Fernando (2004). Escribiendo la historia en el paisaje: espacio, mitología y ritual entre la gente yanesha. En Alexandre Surrallés y Pedro García (eds.), Tierra adentro: Territorio indígena y percepción del entorno (pp. 187-217). IWGIA.

Stengers, Isabelle (2005). Whitehead’s Account of the Sixth Day. Configurations, 13(1), 35-55. https://doi.org/10.1353/con.2007.0012

Torres-Salinas, Robinson; García, Gerardo A.; Henríquez, Noelia C.; Zambrano-Bigiarini, Mauricio: Costa, Tatiana y Bolin, Bob (2016). Desarrollo forestal, escasez hídrica, y la protesta social mapuche por la justicia ambiental en Chile. Ambiente & Sociedade, 19, 121-144 https://doi.org/10.1590/1809 4422ASOC150134R1V1912016

Tozzini, Maria Alma (2020). De paseo por mi experiencia investigativa: De las problemáti¬cas etno-territoriales a los bosques y plantaciones como tecnologías de gobierno. En Laura Mombello y Ana Spivak L’Hoste (eds.), Naturaleza y conocimientos en tensión: Aportes al debate ambiental desde las ciencias sociales (pp. 145-166). Teseo.

Trouillot, Michel-Rolph (1995). Silenciando el pasado: El poder y la producción de la historia. Comares.

Valtriani, Ana (2008). Modelos de desarrollo forestal, sus conflictos y perspectivas en el sector de micro PyMES forestales. Estudio de caso en la región noroeste y centro de la provincia de Chubut [Tesis doctoral. Universidad de Buenos Aires].

Yanniello, Florencia (2023). Arden los bosques andino patagónicos: incendios, cambio climático y acceso a la tierra. Instituto de Investigaciones Gino Germani (UBA) / Editorial El Colectivo.

Wolin, Richard (1994). Walter Benjamin: An aesthetic of redemption. University of California Press.

Sitios, páginas web y archivos consultados

Agencia Presentes (30 de enero de 2024). Moira Millán: “El pueblo mapuche nunca prendería fuego los bosques”. Agencia Presentes. https://agenciapresentes.org/2024/01/30/moira-millan-el-pueblo-mapuche nunca-prenderia-fuego-los-bosques/

Bleger, Mariel (27 de enero de 2026). Cuando el fuego se vuelve la vida: escenas de Cholila y Epuyen. Destape Web. https://www.eldestapeweb.com/opinion/incendios/cuando-el-fuego-se-vuelve la-vida-escenas-de-cholila-y-epuyen-202612718616

Crespo, Carolina; Ramos, Ana; Barés, Aymará; Fiori, Ayelén (21 de enero de 2026). Donde el fuego arde, la historia insiste. Algunas claves de lectura sobre el incendio en Patriada como ejercicio de control y despojo. GEMAS. https://gemasmemoria.com/2026/01/21/donde-el-fuego-arde-la-historia-insiste/

Guerrero Deway, Cecilia Rayen (15 de febrero de 2025). Argentina. Los brigadistas, el escudo humano contra el fuego que arrasa el bosque y la memoria de un pueblo. Resumen Lationamericano. https://www.resumenlatinoamericano.org/2025/02/15/argentina-los-brigadistas-el-escudo-humano-contra-el-fuego-que-arrasa-el-bosque-y-la-memoria-de-un-pueblo/

Publicado

2026-09-26

Como Citar

Bleger, M., & Fiori, A. (2026). Depois do fogo: memória, território e mundos em restauraçao na Patagȏnia argentina. Memorias Disidentes. Revista De Estudios críticos Del Patrimonio, Archivos Y Memorias, 3(6), 245–263. Recuperado de https://ojs.unsj.edu.ar/index.php/Mdis/article/view/1528