v. 3 n. 5 (2026): Artesanato. Arte sensível vinda das margens
Guiados pela hipótese de que o artesanato opera e contesta seus significados dentro de diversos regimes ontológicos simultâneos, e levando em consideração os debates em torno do lugar do artesanato no mundo da arte e do design, este dossiê se propõe como um espaço de reflexão sobre o artesanato, os artesãos e os ofícios artesanais. Nesta edição da revista Memorias Disidentes, convidamos trabalhos (artigos, poéticas, ensaios ou produções dos campos da arte ou do design) que abordem diversas perspectivas e questionem algumas das múltiplas dimensões da prática artesanal. Refletir sobre a prática artesanal implica também uma mobilização política que busca contribuir para a recomposição da ordem dominante, decididamente violenta, desigual e hierárquica. Interessa-nos considerar como a prática artesanal, a partir de uma posição "outra", desafia o extrativismo, a patrimonialização e a mercantilização, contestando os cânones do poder por meio do trabalho manual silencioso e cotidiano.



